terça-feira, 16 de setembro de 2014

Processos, Metodologias, Cérebro Humano e EAD?!


Hoje vim falar sobre uma publicação bem antiga, de 2010, que encontrei no blog "Gestão 2.0" da revista INFO. Esse artigo fala sobre como as pessoas lidam com crenças e superstições na hora de fazer a gestão de um projeto, e também como nosso cérebro trabalha as informações que recebemos do ambiente. Um ótimo exemplo disso é a comparação feita pelo autor de que "Nós preferimos levar um produto “80% light” do que levar um “20% gorduroso”, apesar de ambas as frases dizerem a mesma coisa.".

Na minha opinião, o blog do Fabio Akita foi um dos melhores blogs já feitos para o portal da revista. E gosto muito deste artigo, em especial, pois podemos visualizar perfeitamente conexões entre o que escreve o autor com fatos cotidianos na vida de quem é gestor de cursos em EAD. Vou exemplificar um dos vários casos nos quais podemos verificar a aplicabilidade das palavras do autor na administração de um ou mais cursos. Primeiro, devemos deixar claro que não estou dizendo que metodologias e processos são ineficientes, ao contrário, sou a favor de que todo curso seja tratado como um pequeno projeto dentro do nosso ambiente educacional. Conforme o guia PMBOK, as principais características de um projeto são:
  1. temporários, possuem um início e um fim definidos;
  2. planejados, executados e controlados;
  3. entregam produtos, serviços ou resultados exclusivos;
  4. desenvolvidos em etapas e continuam, por incremento, com uma elaboração progressiva;
  5. realizados por pessoas;
  6. com recursos limitados;
Em uma segunda oportunidade, pretendo escrever um artigo apenas para ilustrar a importância de dizer que cada curso é um projeto, e por que não considero a utilização de métodos ou aplicativos que "fazem seu curso em 5 passos" uma solução viável.

Voltando ao tema, podemos notar que tentamos encontrar padrões em todas as nossas ações quando criamos um curso. Por exemplo, no curso "Português para Concurso 2010", tivemos um determinado resultado, porém, com o mesmo curso, ministrado em 2011, tivemos resultados muito piores. No ano seguinte, 2012, adicionamos vídeos ao nosso conteúdo e tivemos um resultado muito bom, mas, novamente, tivemos baixos resultados no ano de 2013. O que estamos fazendo de errado? Qual a metodologia correta para todos os anos? Existe algum aplicativo que possa resolver este problema? Bom, se tiver algum, me avise aqui no blog, pois eu não conheço.

Podemos tentar encontrar padrões. Por exemplo, os anos pares estão melhores que os anos ímpares, os alunos mais velhos estão estudando mais que os novos, os novos tem mais facilidade em entender o conteúdo que os velhos, a turma que possui mais mulheres se sai melhor que as que tem mais homens ou as que possuem mais homens se saem melhor. Analisar padrões nos ajuda a saber as tendências, porém não impedem o erro. Podemos mitigar o erro, utilizando métodos processos e aplicativos, mas nunca podemos dizer que temos um solução 100% confiável, principalmente quando somos administradores ou tutores de diversas estruturas. A escola é diferente da universidade e a universidade X é diferente da Y.

Akita conclui que "Tentativa e erro. Adaptação. Evolução. É assim que se gerencia qualquer coisa.". Acrescento, ainda, que o estudo é a principal ferramenta que podemos utilizar para evitar os erros e espantar as superstições, pois o estudo é simplesmente o ato de observar as tentativas e erros de outras pessoas.